4 de março de 2016

O início de tudo...

 formação académica de base não é mais do que os alicerces, ou as fundações, para a construção de um 'edifício'; aquele que se formará, ao longo da nossa vida, pela junção de múltiplos módulos, tão distintos quão diversificadas forem as nossas futuras atividades profissionais.

Por vezes, o percurso profissional toma rumos um pouco diferenciados do que foi a formação académica inicial, seja por fatores circunstanciais ou conjunturais, seja porque os nossos interesses temáticos evoluem e divergem.
Estou convicta de que a minha predileção e interesse pelas tecnologias digitais se deve muito ao facto de ter enveredado por um curso de Gestão de Empresas, que iniciei em 1984.
Era essa a área na qual me pretendia formar mas nunca tinha sentido qualquer apetência por computadores ou informática.
Nem poderia ter tido pois a única tecnologia que tinha utilizado até então restringia-se a máquina de escrever, televisão, telefone fixo e rádio (telefonia, como ainda me lembro que se chamava).

Mas foi exatamente pelo facto de ter iniciado o curso de Gestão que tive a oportunidade de, logo no
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primeiro ano, contactar com computadores pessoais, aqueles de écran preto com letras verdes, que ainda tinham o MS-DOS como sistema operativo e faziam um ruído caraterístico quando tinham de aceder ao conteúdo de uma disquete de 5 1/4''.
Nessas primeiras aulas de informática e, sobretudo nos tempos livres entre as aulas, começou a surgir o interesse e o 'vício' pelos computadores. Ainda recordo o nosso ingénuo entusiasmo a escrever e re-escrever as linhas de programação em Basic de um pequenino programa que gerava os 'famosos' sete números do recém-criado jogo do 'Totoloto' e emitia o tão conhecido slogan 'É fácil, é barato e dá milhões'.

E foi aí que tudo começou. Cupido tinha disparado a seta que me atingiu e fiquei para sempre apaixonada por tudo o que está relacionado com informática e computadores.

Aproveitando o entusiasmo, e em paralelo com a frequência da licenciatura, aventurei-me na frequência de uns cursos de informática e ainda aprendi umas coisinhas de programação em Basic e em Cobol.
A lógica da programação sempre me entusiasmou e considero que me preparou para desempenhos futuros, inclusive para a inserção de fórmulas em folhas de cálculo, nomeadamente no MS-Excel que sempre foi a minha ferramenta preferida do MS-Office.

Adicionalmente e ainda durante a frequência do curso de Gestão, tive a sorte e o privilégio de ter trabalhado em part-time na empresa que era concessionária da Apple para a Madeira e pude assistir à introdução dos primeiros Macintosh no mercado regional e à sua evolução inicial. Também tive depois a oportunidade de dar formação nas aplicações de processamento de texto, folha de cálculo e base de dados dos Macintosh, o que foi a 'cereja no topo do bolo' para que eu me graduasse como fã de computadores e, na altura, do sistema Apple.
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Esse 'estado de alma' proporcionou que o meu 'limitado' Timex (não, não foi um Spectrum o meu primeiro computador), que se ligava ao monitor da televisão e impedia que a família assistisse a qualquer outra coisa, tivesse sido substituído por um Apple IIc, na primeira oportunidade.

E foi assim que aconteceu... os meus primeiros contactos com hardware e software e a relação de dependência que desde então se estabeleceu... e fomos felizes para sempre.



Para ser bem sucedido no trabalho, a primeira coisa a fazer é apaixonar-se por ele.” 
(Mary Lauretta)



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