4 de março de 2016

Pós-graduação, o primeiro passo...


Terminada a formação académica de base estamos entregues a nós próprios. Lançados, sem rede, no mercado de trabalho, a coisa começa a ficar séria. 
E, na atividade docente, isso aconteceu-me em outubro de 1990.

Há diferentes formas de encarar a atividade profissional.
Sempre podemos tentar 'passar por entre os pingos da chuva', sendo alérgicos a trabalho e limitando-nos a fazer contagem decrescente para o fim do expediente, ou simplesmente deixamo-nos 'ir com a onda' e fazemos o mínimo necessário para manter o emprego e a desejada remuneração.
Contudo, a postura mais honesta e idónea será a de tentar aprender mais, evoluir, atualizar-se e não permanecer cristalizado apenas com os conhecimentos adquiridos na formação académica inicial.

Para combater algum comodismo e garantir um crescendo da produtividade e da eficiência da população ativa, a formação contínua é um requisito exigido aos trabalhadores e, proporcionar condições para tal, é uma obrigatoriedade imposta às instituições.

No meu caso em particular, e a partir de determinada altura, as ações de formação mais comuns e essencialmente teóricas deixaram de me seduzir e passaram mesmo a constituir um pesado fardo, em vez de um momento agradável de aprendizagem e crescimento.
flexibilidade cognitiva
Fonte da imagem

Dada a minha sensibilidade para as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) comecei a procurar essencialmente formações nessa área, não só pela recompensa positiva que obtinha mas, também e sobretudo, porque com esse tipo de formações eu conseguiria aplicar posteriormente o que aprendia. A natureza das ações de formação contínua que passei a frequentar sofreu um redirecionamento e nunca mais se alterou.

Da preferência por ações de formação ligadas às TIC à frequência de uma pós-graduação nessa área foi apenas um pequeno passo.

Quando me apercebi já estava a frequentar um Curso de Formação Especializada em Multimédia em Educação, promovido pela Universidade de Aveiro em parceria com o Núcleo Estratégico da Sociedade da Informação (NESI), durante o ano letivo de 2002/03.
hipermédia
Fonte da imagem

Dessa formação retive novas perspetivas e conceitos que ainda hoje estão bem presentes, como a teoria da flexibilidade cognitiva e o grande contributo que o hipertexto e a hipermédia podem ter no processo de aprendizagem.

Foi também nesta pós-graduação que me apercebi da importância que têm os materiais de aprendizagem e que deverão ser considerados critérios adequados na elaboração e na avaliação de recursos educativos digitais (RED).

Embora não me tenha apercebido bem, na altura, da sua importância já foi salientada a importância de comunidades de aprendizagem distribuídas.


Começar já é meio caminho andado.” 
(Provérbio grego)

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